Enredo exagerado, mas verídico.
Entre uma mamada e uma troca de fralda, dou um pulinho no computador pra saber do mundo e, numa dessas, recebi por e-mail um convite que me deixou lisonjeada e um pouco tensa também. Participar do Bloguinaço em prol das
Bibliotecas Comunitárias da RMR é instigante pela causa, lógico, e preocupante no meu caso, por falta mesmo de conhecimento mais profundo sobre os espaços e ações. O que dizer, o que fazer, como explicar a importância de ajudar? Essas perguntas me bombardearam o juízo, quando Anabel começou a chorar de novo. Mais peito e mais pomada contra assaduras.
Embalando minha filha, divaguei sobre mim. Não sou tão ativista quanto meu amigo
Ivanzinho, nem escrevo tão bem quanto o grande tricolor
Samarone, mas ideologicamente (ainda se usa isso?) posso me colocar na mesma laia deles e de tantos outros engajados na campanha. Eita, acho que Bebel tá com febre. Bem que a pediatra falou que a vacina pode dar reação. Sou publicitária, posso fazer um texto leve, engraçadinho, divertido... ou seria melhor escrever algo mais impactante? Mas eu não conheço nenhuma das oito bibliotecas, só li - e achei arretado - que elas não são nada silenciosas, cheias de atividades culturais e educativas. Quanta dificuldade digitar com uma mão só enquanto ela mama.... o que eu tô dizendo? A galera lá é que tá precisando de ajuda: material de construção pra consertos, equipamentos de informática, mesas, cadeiras, grana mesmo e até trabalho voluntário. O mínimo para oferecer muito a tantas pessoas. Acho que agora ela dormiu. Ô, como é linda.
E olhar pra Anabel dormindo me elucidou. É por ela. Tudo é por ela. Meus votos em 3 de outubro, por exemplo, serão pensando nela. As minhas atitudes, das mais simples, como perguntar sobre o filho do porteiro, a participar do movimento pelas bibliotecas vivas, são todas para ela. Por uma cidade melhor, uma sociedade mais equilibrada, menos violenta e mais educada. Educação que, aliás, é o princípio de tudo. O avô de Anabel acreditava nisso e a mãe dela também.
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